segunda-feira, 3 de setembro de 2007

UMA ILUSÃO PARA VIVER!

Esqueça! Nunca encontraremos a pessoa diferente que tanto procuramos. E, lembre-se, nunca acharemos aquela igual que tanto sonhamos. Somos todos terrivelmente iguais nas diferenças e igualmente terríveis nas semelhanças. Parecmos em tantas coisas e nos tornamos quase iguais na convivência. Aí vem a rotina e chega um dia que não nos reconhecmos mais como alguém que era tão diferente tempos atrás. Aí vêm as fantasias e a gente inventa outras pessoas para surubarem nossas transas e desenvolvemos aquele medo de que isso um dia se torne real. Realidade é que precisamos dessa ilusão para buscar o que não temos e a cultivamos a vida inteira para nos desfazer do que encontramos pelo caminho. Pessoas são assim desde que foram criadas pela primeira vez. Deus nos criou e deixou o resto para criarmos. Quase tudo que há é invenção do homem, da cabeça criativa e inventiva, de quem não dispensa uma fantasia, uma ilusão para viver e fazer os outros a viverem. De minha parte ainda busco diferenças e semelhanças no que muda o tempo todo: desertos, auroras boreais, rios, árvores, pássaros, estações, ventos, nuvens... essa ebulição, esse movimento me atraem o olhar e me fazem compreender minhas próprias inquietudes e contantes mutações. Prefiro religiões e UM DEUS. Prefiro mulheres e UM AMOR. Prefiro sonhos e UM CAMINHO. Prefiro exitências e UMA VIDA. Prefiro ser muitos e UM SÓ!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A ORDEM É AMAR OU SER AMADO?

Em virtude da abertura que faço em meu programa de rádio, alguém andou me confundindo com um psicólogo. Uma mãe desesperada pede que eu faça uma mensagem de FORÇA e FÉ para tirar sua filha de uma depressão pós-paixão. O namorado teria trocado-a por uma prima e a menina teria caído na depressiva solidão dos desprezados. Dos mal-amados. Dos trocados por outro (a), como se fossem produtos que podem ser substuidos, conforme não correspondem às expectativas. Diante desse sentimento de abandono e baixo auto-estima, de amor próprio fragilizado, o que dizer? A única coisa que me veio à mente foi um conselho que Jesus, o maior psicólogo do mundo, deixou quando por aqui passou. De que devemos AMAR uns aos outros (como ELE nos amou). Preste bem atenção, que ele disse que esse sentimento deve ser liberado. Ou seja, AMAR é algo que se deve praticar, no ATIVO. O problema da menina lá, segundo a cartinha de sua mãe preocupada, é que ela esperou ser amada. Sente-se desamada pelo ex. Ora, o imperativo é AME! E a descoberta que faço, sem querer dar conselho, é que ao querer, desejar, exigir que alguém nos ame, estamos na contra-mão da natureza. A única coisa que podemos fazer é amar. Não temos força e nem poder para interferir no sentimento do outro. Aliás, nós mesmos, só ficamos, permanecemos, namoramos e casamos com alguém que amamos. Quando aceitamos o outro por outros interesses ou por força de quaisquer circunstâncias, agredimos nosso coração e ferimos nossa alma. Amar a gente é uma coisa que o outro pode fazer, por espontaneidade de sentimento e não porque queremos. Em resumo, o que me resta dizer é: ame outra pessoa. Ame muito. Não tenha medo de amar. E se não tiver a sorte de encontrar quem a ame, já terá feito a coisa mais louca e saudável que alguém pode fazer, que é AMAR.

DURAS ÁRVORES, FLORES SENSÍVEIS


As últimas manhãs têm sido bastante floridas e ternas aqui no sudeste do Pará. A cidade de Parauapebas tem despertado sob o frescor de belas e encantadoras copas de flores que brotam dos ipês. De coloração rosa esmaecida, quase um púrpura desfeito, as árvores plantadas há algum tempo ao longo dos canteiros centrais da principal avenida, enfeitam a não mais tão pequena cidade com seu adorno belo e encantador. Díficil não perceber. Para cantar este clima diferente as cigarras. É um canto quase triste. Para uma população de forasteiros, deve arrancar pedaços de recordações e saudades de muitos peitos. O meu, imerso em solidão, quase grita nos fins de tarde de calma e mormaço que temos vivido. Mas chega a noite dissipando o calor e aumentando a dor que aperta a gente na gente mesmo e dormimos quase fatigados de tanta vontade de se incorporar ao ar, vento e brisa que envolvem a cidade no seu abraço de serra. Que se despetale o novo dia e mais outro e mais outro, até que passe esse momento e de novo os ipês, como a gente, não sejam tão flores e sejam mais duros. Que ninguém é de ferro.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

EU VOU TROCAR DE PELE

A música da paraense Angela Carlos, Trocando de Pele, me remete à idéia de que vivemos o tempo dos grandes dramas, dos grandes espetáculos teatrais. Um tempo de subterfúgios e sofisma. Onde o que vale é a interpretação dos fatos e dos personagens. Onde o que sobressai é a capacidade de fingir ser o que não somos e a verdade pode custar caro. Pois temos a nosso favor não produzir provas contra nós mesmos. E quem tenta ser sincero é considerado otário ou ingênuo. Nesse cosmopalco, nesse universodramapastelão qualquer um que não consegue fazer performances espetaculares de si mesmo corre o mortal risco da exclusão social. As cortinas se fecham e as possibilidades de novos papeis tornam-se escassas. Baseado nisso, trocar de pele é uma questão de sobrevivência. Trocar de capa, de cara, de nome, de rumo. Tudo para poder chamar para si o foco de holofotes teleguiados por interesses muitas vezes escusos. Tudo se move a favor do cenário, quando entra em cena o ator que você é. Maquiado de você, que é o personagem principal do drama pessoal que você escreve todos os dias em forma de currículos ridículos e históricos estóricos. E nesta vida de imagens sobrepostas, você sobrepõe-se. E, depois, quando cai na real, vão juntas as máscaras e toda forma de enganar. Ou não!!!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

NÃO JOGUEM O LIXO NO LIXO

Está em todos os jornais da região a notícia da reunião que trata dos estudos para instalação de Aterro Sanitário em Parauapebas. Trata-se da possibilidade da vinda da Usinaverde, uma industria de reciclagem do Rio de Janeiro para cá, para analisar viabilidades e começar a tratar o lixo como deve ser tratado. Ou seja, não como lixo, mas como fonte de renda e de recursos para vários setores. Hoje é possível fazer até casa com tijolos à base de matéria oriunda do lixo. Desde que descobriu-se a importância do que jogamos fora, que muitas indústrias têm surgido além das montanhas de lixo. Além do benefício financeiro, a natureza agradece! Todos nós já sabemos dos danos que causa um copo descartável ou uma garrafa de refigerante jogados nos rios, beiras de estrada, matas, cachoeiras e tantos outros lugares, depois da nossa passagem, totalmente poluídos. Em resumo, não é o lixo tão somente que precisa ser reciclado. Nossas mentes e corações também precisam. Se não temos sensibilidade para fazer isso pelo amor à natureza, à vida, às pessoas, façamos pelo menos pelo dinheiro, pois jogar o que não se deve no lixo é perder dinheiro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

QUANDO A VIDA ANDA DE BICICLETA

Eu aprendi andar de bicicleta na marra. Como para baixo todo santo ajuda, foi numa ladeira desembestada que eu comecei sobre duas rodas. Era um cai aqui, cai acolá! Muitos hematomas, ferimentos e micos depois, eu conseguia pedalar velozmente pelos caminhos do meu lugarejo. De lá pra cá já tive até moto! Os carros também entraram em minha estrada poeirenta e eu pude compreender que, se desejamos alguma coisa na vida, temos que desenvolver habilitades para poder querer. Imagine o que é ganhar um avião se você não sabe pilotar! Se queres um avião, a primeira coisa a fazer é entrar para uma escola de pilotos e tirar o brevê. Acredito nisso e tem dado certo. Pois o coração de um homem de fé começa a processar possibilidades a partir do momento que este movimenta-se na direção do seu objeto de desejo. A fé possibilita tênis para quem gosta de caminhada; cavalo para quem curte cavalgar; asa delta para quem ama voar. A manifestação do nosso físico a favor de algo metaboliza as entranhas, o organismo, a alma e o espírito na direção dos sonhos e das aspirações. Somos uma pedra atirada no lago movendo as águas. Somos centelha nesse espaço energizado e todo o cosmo fecunda nossas elucabrações. Experimente desejar alguma coisa; experimente colocar em ação seu pensamento e o milagre da aquisição se realizará em sua vida. É como andar de bicicleta.

MEU IRMÃO DE COISAS

Eu o conheci na década de 80, na pequena cidade de Capitão Poço. Garoto, serelepe e pequeno, ele inventou de ser radialista e virou dos bons. Ele ganhou o coração de Rondon do Pará com seu jeito elétrico de comunicar. Em Imperatriz também empolgou. Hoje está em Araguaina fazendo produção televisiva. Não cresceu muito fisicamente, mas profissionalmente agigantou-se. Falo do meu amigo Roberto Justino, o Guerrero, nome de guerra que ajudei a escolher. O nome faz o homem ou é o homem que faz o nome? Realidade é que um amigo pode ajudar a fazer a história do outro e ele, o Guerrero, faz parte da minha. Obrigado pela sua presença nas minhas páginas que insistem em não amarelar com o tempo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

EU NÃO QUERIA, MAS NÃO RESISTI...

Quando começou esse negócio de internet eu relutei um pouco. Depois fui cedendo, cedendo, até que não resisti e me entreguei. Tinha uma máquina de escrever e gostava de redigir longas cartas para amigos que ficaram por onde passei. Genádio Miguel Bezerra de Carvalho era meu companheiro frequente de troca de notícias sobre nós mesmos. Até hoje não sei se foi o tempo, se foi a lonjura ou se foi a frieza dessas máquinas velozes e furiosas que nos deixaram distantes. Realidade é que nunca mais trocamos figurinhas. Agora fico inventando blogs onde escrevo as coisas que só eu leio. Fico criando coisas que não servem para nada. Talvez seja por conta dessa necessidade de me comunicar, de dizer para mim mesmo que podemos ser ouvidos, lidos e compreendidos. Me tornei radialista muito cedo e até hoje não ligo muito para o fato de que brigamos por audiencia, pois a mim basta dizer o que penso e me escutar em meu fonezinho de ouvido num mp4 última geração que a tecnologia me presenteou. Assim vou vivendo e com as mãos falando o que já não consigo dizer; e com a boca quase em silencio diante de ouvidos moucos. Assim ando com as mãos e descanso meus pés fatigados de não ter para onde ir. Criando endereços internéticos para morar numa idéia nova a cada dia nublado, a cada poesia sem nexo, a cada canção sem nota, a cada toada que se desversa em meus pensamentos plurais, singulares, toscamente ingenuos e sem pretenção de ser coisa alguma.

CONFIAR DESCONFIANDO?

Confiar é condição primordial para conviver! Sem isso é impossível viver bem e ser feliz junto. Tudo deteriora, desmorona! E nas ruínas tudo se animaliza, irracionaliza e perde a ternura. E a sociedade vive um momento dramático de confiança escassa, de aridez amorosa, de infertilidade no campo da solidariedade. E sabemos biblicamente que quem planta vento colhe tempestade; que uma fonte não pode jorrar água doce e salgada; que não devemos julgar para não sermos julgados. Porém viramos críticos vorazes, ácidos e cruéis. Olhamos para nosso semelhante com olhos de raio-X, com retinas venenosas, com aço na pupila e fel nas palavras. Quando nesse ambiente deserto de apoio, esperança e zelo para com o nosso próximo, tudo o que precisamos é de uma palavra, um ombro, uma tangência. Realimentemos então nossa capacidade de confiar no outro, pois a melhor forma de alguém superar nossas expectativas é se as tivermos em relação a ele. Só os que amamos, só os que queremos bem é que podem nos frustrar. Infelizes dos que nada esperam, pois nunca serão decepcionados. Desilusão é para quem acredita, tem fé e confia. Porém, não existe coisa melhor do que saber que vale a pena e faz bem para a saúde. O que não dá é para confiar desconfiando. Ninguém consegue sequer dormir com isso, imagine sonhar!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

DESCULPAS

Errar todo mundo erra! Pedir desculpas por esses erros só para alguns. Errar não é coisa de pequenos, não! Mas coragem de pedir desculpas é coisas dos grandes. Só quem tem estatura moral, grandeza de alma, espírito gigante tem humildade para reconhcer que precisa de uma nova chance de acertar. Aceitar que erramos é o primeiro passo para enfrentarmos esse medo que não tem razão de ser. Até porque a pessoa contra qual erramos feio é alguém que também espera esse gesto. Sempre corremos o risco de nos enganarmos, de não percebermos que o sinal fechou, que esquecemos a hora agendada. O importante é chegar junto e, com um coração sincero, estabelecer que a vontade de consertar as coisas deve prevalecer. Pedir desculpas é a grande possibilidade que a vida inventou para exercitarmos o perdão. Que, aliás, um dia precisamos pedir para alguém ou libera-lo para alguém que pisou na bola quando esperávamos que ele fizesse um gol de placa.

sábado, 2 de junho de 2007

RELÓGIOS SÓ MARCAM HORAS...


Relógios me tiram de tempo. Os de pulso não gosto de usá-los. Parecem algemas me prendendo ás horas, aos minutos, aos segundos... Os de parede encurralam, endurecem convivencias em ambientes fechados. Relógios, melhor não te-los. Eles não marcam momentos, instantes. Essas coisas que a gente vive intensamamente, eles só atrapalham! Essas máquinas foram inventadas na tentativa de nos sbmeter ao que não passa. O tempo é eterno. Nós somos passageiros. O tempo é estanque. Nós somos movimento. O tempo é pacífico. O relógio é cruel. Quem passa somos nós. E o relógio existe para nos avisar que as horas avançam, que os compromissos estão vencendo, que as datas inspiram, que a velhice vem e que a morte é certa. Detesto relógios. Prefiro não saber que dia é hoje e nem que horas são. Queria não saber que já passei dos quarenta e que daqui a pouco começa o segundo tempo. Felizes dos jogadores de futebol. Eles não usam relógio. Já percebeu? Exatamente para não saber que já estamos na prorrogação e o jogo continua empatado.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Logomarca de Deus

Acordo, abro a porta do apartamento aqui em Parauapebas no sudeste do Pará e vejo os montes e serras cobertos de névoa. O dia promete sol e calor. Abro a janela do universo (a internet) e dou de cara com essa imagem. Diz a legenda que se trata do registro fotográfico de uma sonda. Eu olho e, pasmo, surpreso com a beleza, acho parecida com uma logormarca. E fico pensando como Deus é verdadeiramente o maravilhoso designer do espaço. Seus traços são infinitamente impressionantes e nem precisa de Corel Draw ou esses FotoShopps da vida. Eita Deus que eu amo. Agradeço pelo belo presente neste início de Junho, mês de coloridas manifestações que a gente faz, na esperança de se comparar ao Criador.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

DIREITO DE EXPRESSÃO

Ditadores não conhecem limites. Um povo livre e soberano não lhes interessa. Desde Hitler que o mundo debate as sandices desses homens loucos, ávidos por poder e fama. A história recente pariu Hugo Chaves. Carismático como todos os déspotas, Hugo acaba de fechar uma rede de Televisão na Venezuela, pura e simplesmente porque não conseguia dormir com as críticas irradiadas pela emissora. Ditadores detestam ser contestados, sofrem com ponderações, se irritam com análises de seus (des) governos, ficam possessos com comentários contra suas gestões, tornam-se furibundos com jornalistas com opinião própria e pontos de vista ácidos. Pior é que aqui no Brasil já surgiu o primeiro discípulo de Chaves. Um prefeito maluco do Matogrosso fechou a Tv Carajás pelos mesmos motivos que o ditador de Caracas. Conclusão: dar nota baixa às lições de casa desses irracionais é comprar uma briga e colocar a cabeça a prêmio.




Eu mesmo e muitos colegas de imprensa já sentimos na pele a reação desses comandantes loucos. Por onde tenho passado fazendo rádio e televisão que observo como esses HOMENS PÚBLICOS parecem esquecer que foram eleitos pelo voto popular para a população representar e defender. Muito pelo contrário amam a bajulação, ignorando que ao público devem satisfação. Que seus atos têm todo o direito de ser avaliados pela imprensa (que é muitas vezes mais representante do povo do que eles) e sem reclamar. Não têm o direito de estrebuchar. Afinal são pagos por nós e somos bons patrões. Já não cobramos que batam cartão de ponto, que cheguem na hora certa, que cumpram carga horária. Então, por que diabos, se arvoram de autoridades intocavéis no que diz respeito ao sagrado direito de expressão de quem faz imprensa e mesmo do cidadão simples que lhe deu um voto e outorgou o direito de presidir, governar, legislar? Viva à liberdade de expressão! Viva à imprensa independente! Nenhum ditador pode calar um homem livre e um profissional ético e responsável. Tenho dito!!!