terça-feira, 31 de julho de 2007

CONFIAR DESCONFIANDO?

Confiar é condição primordial para conviver! Sem isso é impossível viver bem e ser feliz junto. Tudo deteriora, desmorona! E nas ruínas tudo se animaliza, irracionaliza e perde a ternura. E a sociedade vive um momento dramático de confiança escassa, de aridez amorosa, de infertilidade no campo da solidariedade. E sabemos biblicamente que quem planta vento colhe tempestade; que uma fonte não pode jorrar água doce e salgada; que não devemos julgar para não sermos julgados. Porém viramos críticos vorazes, ácidos e cruéis. Olhamos para nosso semelhante com olhos de raio-X, com retinas venenosas, com aço na pupila e fel nas palavras. Quando nesse ambiente deserto de apoio, esperança e zelo para com o nosso próximo, tudo o que precisamos é de uma palavra, um ombro, uma tangência. Realimentemos então nossa capacidade de confiar no outro, pois a melhor forma de alguém superar nossas expectativas é se as tivermos em relação a ele. Só os que amamos, só os que queremos bem é que podem nos frustrar. Infelizes dos que nada esperam, pois nunca serão decepcionados. Desilusão é para quem acredita, tem fé e confia. Porém, não existe coisa melhor do que saber que vale a pena e faz bem para a saúde. O que não dá é para confiar desconfiando. Ninguém consegue sequer dormir com isso, imagine sonhar!

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