quarta-feira, 22 de agosto de 2007
A ORDEM É AMAR OU SER AMADO?
Em virtude da abertura que faço em meu programa de rádio, alguém andou me confundindo com um psicólogo. Uma mãe desesperada pede que eu faça uma mensagem de FORÇA e FÉ para tirar sua filha de uma depressão pós-paixão. O namorado teria trocado-a por uma prima e a menina teria caído na depressiva solidão dos desprezados. Dos mal-amados. Dos trocados por outro (a), como se fossem produtos que podem ser substuidos, conforme não correspondem às expectativas. Diante desse sentimento de abandono e baixo auto-estima, de amor próprio fragilizado, o que dizer? A única coisa que me veio à mente foi um conselho que Jesus, o maior psicólogo do mundo, deixou quando por aqui passou. De que devemos AMAR uns aos outros (como ELE nos amou). Preste bem atenção, que ele disse que esse sentimento deve ser liberado. Ou seja, AMAR é algo que se deve praticar, no ATIVO. O problema da menina lá, segundo a cartinha de sua mãe preocupada, é que ela esperou ser amada. Sente-se desamada pelo ex. Ora, o imperativo é AME! E a descoberta que faço, sem querer dar conselho, é que ao querer, desejar, exigir que alguém nos ame, estamos na contra-mão da natureza. A única coisa que podemos fazer é amar. Não temos força e nem poder para interferir no sentimento do outro. Aliás, nós mesmos, só ficamos, permanecemos, namoramos e casamos com alguém que amamos. Quando aceitamos o outro por outros interesses ou por força de quaisquer circunstâncias, agredimos nosso coração e ferimos nossa alma. Amar a gente é uma coisa que o outro pode fazer, por espontaneidade de sentimento e não porque queremos. Em resumo, o que me resta dizer é: ame outra pessoa. Ame muito. Não tenha medo de amar. E se não tiver a sorte de encontrar quem a ame, já terá feito a coisa mais louca e saudável que alguém pode fazer, que é AMAR.
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